Amer (amargo) na verdade não tem um plot. São três distantes momentos que marcam a vida de Ana. O primeiro ocorre quando ainda é criança, na casa dos pais. O segundo já adoscelente. O terceiro já mulher formada, quando regressa a casa onde foi criada. Nesses três momentos, Hélène Cattet e Bruno Forzani captam a procura carnal da menina Ana, que transita entre universos paralelos (fantasia) e a realidade.

A primeira sequência da vida de Ana, ainda girininha, é êxtase total. A dupla de cineastas não só filma bem (com movimentos habilidosos de câmera e composição invejável de campo) como compõe a atmosfera do filme com elementos que somente amplificam o suspense – há um pouco de Hitchcock (sempre haverá), um tanto de Jack Clayton e uma pitada de Tourneur. Eles registram o essencial para construir uma sequência de imagens virtuosas. É por essa complexidade artística que o trabalho de Cattet e Forzani torna-se tão especial. Não somente um exercício de linguagem, Amer é um dos melhores filmes dos últimos anos. Sobrou no festival.

Amer (2009) - Horror/Drama - França/Bélgica - 90 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 – International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://www.amer-film.com/

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Tucker (Alan Tudyk) e Dale (Tyler Labine) são dois caipiras que são confundidos com assassinos mortais por uma turma de jovens em férias. Certa noite, quando estão pescando, Dale tenta salvar uma das viajantes, que está se afogando. O restante da turma, que observa de longe, acha que ele a está seqüestrando/assassinando. A partir daí, o grupo inicia uma caçada pelo meio da floresta em busca de sua amiga e de justiça.

A levada da breca de Eli Craig (filho de Sally Field) é mais do que se pode esperar de um filme que resolve brincar com clichês do gênero terror. O humor do filme (pela maneira como as coisas se dão) é de deixar qualquer cidadão aos berros, as gargalhadas. Esse humor (como o próprio diretor confessou em debate após a sessão) vem de John Hughes – senti muito dos irmãos Coen, também, pelo esquema de "tudo pode dar errado" -, principal influência do filme. Mas o filme não é somente uma sucessão de bem sucedidas cenas tragicômicas; Craig filma bem; as mortes começam a aparecer e são filmadas com habilidade pelo diretor iniciante. O filme tem forte potencial a ser o cult do ano – assim que aportar nos cinemas norte-americanos; no IMDB atinge a incrível marca de 8.8. Alan Tudyk e Tyler Labine, que interpretam Tucker e Dale, respectivamente, estão ótimos. Toda e qualquer cena com essa dupla termina impagável. Filme obrigatório, desde já.

Tucker & Dale vs Evil (2009) - Horror/Comédia - Canadá - 88 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://www.tuckeranddale.com

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A ideia de um relógio que pode contar regressivamente quanto tempo falta para uma pessoa encontrar sua alma gêmea é muito boa. E o filme de Jac Schaeffer se mostra inteligente ao contar essa história. O Timer é um dispositivo que é “grampeado” nos pulsos das pessoas com o objetivo de iniciar a contagem, contando que a alma gêmea da pessoa que o instalou já tenha o Timer. Ou seja, o Timer só funciona com “a” se “b” também o tiver. O Timer de Oona O'Leary está em branco, para seu desespero. Ela acaba se apaixonando por Mikey, cujo Timer está marcando 4 meses para encontrar seu grande amor. A dúvida dela é se deve ou não embarcar nessa paixão mesmo sabendo que Mikey vai se apaixonar por outra mulher em breve.

É sempre agradável quando um filme de gênero (seguidor de fórmulas duríssimas e imposições por parte dos estúdios) tenta ser diferente. Timer é quase diferente. Quase por que propõe uma rejuvenescida no subgênero comédia-romântica, mas não aproveita por completo sua pluralidade. O registro fica mesmo no vai e vem de situações cômicas – e algumas cenas são muito felizes neste sentido – e o romance acaba sendo apenas uma consequência – mesmo que, por alguns momentos, os corpos se toquem ardentemente. O filme faz lembrar 500 Dias Com Ela, de Marc Webb, pois ambos falam, cada qual a sua narrativa, do embalo e poder do tempo. Mas Timer é muito mais filme que 500 Dias.... Em todos os sentidos.

Timer (2009) - Ficção-científica/Romance - EUA - 100 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 – International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://www.timerthemovie.com/

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Samantha é uma estudante que precisa ganhar dinheiro para poder comprar seu apartamento. Necessitada, acaba aceitando um trabalho aparentemente simples: ser babá numa casa afastada da cidade, por apenas uma noite. A questão é que, chegando lá, não há bebê nenhum. Ela foi chamada para ser babá numa casa onde não há nenhum girininho e ainda numa noite de eclipse lunar total.

O filme é um pastiche de O Bebê de Rosemary com A Chave Mestra, mas sem a grife do primeiro e o bom suspense do segundo. Ti West, que aqui dirige e escreve, conduziu seu filme com dois propósitos: seduzir o público com sua ambientação de época (o filme se passa no final da década de setenta) e criar expectativa no espectador, arrastando o máximo possível a resolução de seu filme. Sensorialmente, a competência de West e sua equipe saltam aos olhos – não só por se passar décadas atrás, mas por parecer ter sido realmente filmado décadas atrás. O registro feito pelo diretor, contudo, nunca permite que o espectador se sinta envolvido com aquilo que mostra. A manutenção da expectativa no público, tão bem trabalhada por Hitchcock, é muito cara a West. A maior parte das cenas estão posicionadas de maneira a infantilizar o filme. Mas Tom Noonan fez um ótimo trabalho como o Sr. Ulman – o cara que contrata a nossa querida Sam.

The House of the Devil (2009) - Horror - EUA - 95 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://www.thehouseofthedevilmovie.com/

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8th Wonderland é um país virtual. Secretamente, pessoas do mundo inteiro se reúnem para discutir políticas de desenvolvimento para quebrar as problemáticas do mundo lá fora. Eles desejam reagir aos noticiários que assistem na TV diariamente como impotentes – querem mudar algo, e é aqui que o filme dialoga com o 1984, de George Orwell. Toda semana cada habitante da 8th Wonderland vota pela decisão de uma diferente causa/ação. Quando uma decisão é aprovada pelos habitantes, eles precisam agir, no mundo real, de acordo com o decidido pela “lei” do país virtual.

O filme de Nicolas Alberny e Jean Mach é um libelo contra qualquer tipo de governo totalitário, antes de tudo. O viés político do filme está posicionado de maneira a tornar aquelas reuniões virtuais em algo universal, expandindo os encontros mundialmente, com o objetivo de tornar o mundo um lugar melhor – numa espécie de revolução pacífica. Essa universalização já está posta através do inglês, que é o idioma falado no filme pelos participantes do 8th Wonderland. Os integrantes deste país virtual (segundo eles mesmos, pois as pessoas do mundo real dizem que um site na internet não pode ser considerado um país) se infiltram nos principais meios de comunicação com o propósito de tornar as coisas que outrora eram escondidas, públicas, e com isso obrigar os governos a realmente mudar as coisas. Um filme pertinente que chega num momento importante, de situações belicosas (ameaças de guerras no Oriente Médio e na Ásia) e poucas ações contra isso. 

8th Wonderland (2008) - Thriller/Drama - França - 94 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 – International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://www.8thwonderland.com/

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Jenny (Ashlynn Yennie) e Lindsay (Ashley C. Williams) são duas jovens turistas nova-iorquinas passando férias na Europa. Elas certamente representam a cambada de adolescentes que pensam que são espertos. Quando estão indo para uma festa, o pneu do carro fura no meio de uma floresta na Alemanha. Claro que o celular não pega lá, e vivas que são, saem do carro para procurar ajuda no meio do mato. E o pior é que encontram. Elas chegam à casa de um famoso cirurgião, o Dr. Heiter (Dieter Laser). Heiter fez uma experiência: a centopéia canina - os cães tem fotos espalhadas pela belíssima casa e até um túmulo no jardim. Agora ele quer mais: quer fazer a centopéia humana. As vítimas? Nossas amiguinhas turistas - e um japonês.

As duas sessões do filme no festival superlotaram. Tinha gente nos degraus e em poltronas improvisadas - e dezenas ficaram de fora. Acredito que foram as sessões mais concorridas neste ano. Não é por menos, pois estamos diante do filme mais bizarro do ano. Os estômagos mais fracos se contorciam nas poltronas e nos degraus. Duas cenas marcam a bizarrice do filme. Quando o Dr. Heiter anuncia o plano de sua mais nova criação, conectar 3 pessoas por suas vias gástricas, formando a primeira centopéia humana. A segunda é a longa sequência onde a centopéia da frente precisa se alimentar - feito um cachorro, que depois até brinca de pegar o osso no jardim. Vocês sabem, sistema digestivo e tudo mais, depois vem a hora do número dois.

O argumento em si, pela originalidade, não só do plot, mas também pela maneira como as coisas são postas na tela - a narrativa é bastante eficiente no sentido de chocar e surpreender o público. Mas o grande destaque do filme é Dieter Laser. O vilão mais assustador do ano no cinema. O Dr. demente dele em A Centopéia Humana é a de uma potência maligna incrível. Qualquer olhar, a fala arrastada, a expressão séria e fixa nos olhos de suas vítimas. É um gigante em cena.

The Human Centipede (First Sequence) (2009) - Horror/Drama - Países Baixos/Grã-Bretanha - 90 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

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A sessão de Masacre Esta Noche marcou a exibição de mais um longa sobre snuffs (além dos já comentados A Necessary Death e Life and Death of a Porno Gang - filmes que registram assassinatos verídicos. Aqui, um cameraman é convidado para ser assistente de câmera durante as filmagens de um filme pornô. Durante as filmagens, no entanto, ele percebe que está para filmar um filme snuff. A questão na cabeça dele é: filmo essa merda, pego meu dinheiro e vou embora ou dou um jeito de salvar a guria dessa furada e dou o fora daqui?

Claro que ele escolhe a segunda opção. O filme dirigido por Ramiro e Adrián García Bogliano (e escrito pelo segundo) é uma produção trash de baixo orçamento que, por assumir este perfil de filme barato em seu próprio argumento, acaba garantindo uma divertida sessão. Com sangue pra todos os lados e humor negro afiado - com um olhar azedo para o sistema de produção -, Masacre Esta Noche consegue amplificar os sentidos do público naquele universo claustrofóbico (o filme se passa praticamente todo dentro de uma casa isolada, onde a sensação de "estou morto" só aumenta). Influência de quem? Romero, claro.

Masacre Esta Noche (2009) - Horror/Suspense - Argentina/México - 90 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://www.pauraflics.com

 

O argumento, segundo revelou o diretor do filme Marc Goldstein em debate após o filme, surgiu do nada. Impossível discordar do cara, mas é igualmente inviável se contentar com o pouco que é mostrado. Henry (Dominic Gould) e Jack (Billy Boyd) são dois famosos e talentosos pianistas - que, outrora, foram grandes amigos, coisa que o filme (quando tenta) não explica muito bem. Como grandes amigos, essa amizade passou por brigas e desentendimentos. Uma delas lhes causou a amizade, restando para ambos apenas a ambição de ser melhor que o outro. Ah, esqueci de comentar que, claro, eles se afastaram por causa de Lana, que namorava com Jack, mas foi ficar com Henry.

Nos primeiros minutos de Glenn, the Flying Robot é criada uma expectativa - dentro e fora da tela (pelo filme e pelo espectador, respectivamente). O filme de Marc Goldstein, não obstante, nunca satisfaz esse desejo plenamente. Conforme o desenvolvimento da narrativa se dá na tela - os personagens são especialmente maltratados e o recurso de mostrar o mesmo fato do ponto de vista dos dois pianistas não funciona a contento, pois só amolece essa esperança de algo ausente, de alguma coisa perdida. Quando Glenn resolve fazer a armadilha (Glenn instalou uma bomba, programada para eles tocarem uma música, não podendo ficar mais de trinta segundos sem tocar alguma nota, senão tudo vai pelos ares) para o rival de seu dono, não há desejo algum de torcer por algo, pois não há relação do público com os personagens. O jogo proposto por Glenn colocará os dois frente a frente, precisando enfrentar seus medos, conversar com suas almas e demonstrar seus talentos juntos. O filme fica interessante quando coloca as coisas dessa forma: dois artistas precisando unir suas forças para salvarem suas vidas, como se a arte fosse o único remédio para viver nesse nosso mundão. Apesar disso, no fim das contas, Goldstein fez um grande prato, mas esqueceu o tempero.

Glenn, the Flying Robot (2010) - Ficção-Científica/Fantasia/Drama - Bélgica - 82 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://www.marcgoldstein.eu/glenn_en.html

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Marko é um jovem diretor que, recém formado, não consegue realizar seu primeiro longa-metragem. Desesperado, aceita um acordo com um diretor de filmes pornô, Cane. Depois de certo tempo, Marko e Cane se desentendem, o que acaba forçando Marko a começar um negócio próprio. E é aí que tem início a gangue pornô, que apresenta uma exótica turma que realiza shows sócio-políticos. O cabaret pornô móvel de Marko sai em turnê pelo interior da Sérvia. Quando tudo parece ir bem, um jornalista alemão os convida a registrar filmes snuff - filme que registra um assassinato verídico - e tudo muda para Marko e sua trupe.

O diretor Mladen Djordjevic explora tudo quanto é possível - do gore ao pornô - para reproduzir um estilo de vida de maneira a torná-lo natural e compreensível. O filme começa muito bem, mas termina mal das pernas. Os primeiros minutos são os melhores do filme, que vai perdendo fôlego quanto mais próximo do final - com o espectador anestesiado, as cenas que no começo causam espanto já não afetam mais ninguém -, além do fato do filme se esticar demasiado - tranquilamente poderia ter uns 20 minutos a menos. No decorrer da turnê os integrantes começam a dar pra trás, as coisas se complicam e Marko precisa aprender a lidar com as dificuldades de ser um diretor. O bom humor do filme ajuda e o final é bastante previsível, mas coerente.

The Life and Death of a Porno Gang (2009) - Horror/Aventura/Drama - Sérvia - 90 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://bascelik.net/films-gang.php

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No Século XVIII, dois ladrões de túmulos, Arthur Blake (Dominic Monaghan) e Willie Grimes (Larry Fessenden), outrora bem-sucedidos, são pegos pela justiça e condenados a guilhotina. Enquanto Blake começa a contar suas histórias ao Padre Francis Duffy (Ron Perlman), Grimes é decapitado. Blake precisa contar tudo na esperança de escapar da morte.

O filme dirigido por Glenn McQuaid vai do humor mais escrachado ao suspense mais tourneuriano sem tropeçar no caminho - os flashbacks são recursos muito bem utilizados e não servem como muleta para o filme. O elenco, certamente, ajuda nessa visão. Dominic Monaghan, o grande destaque da produção, está impagável, ao passo que seu companheiro de roubos, interpretado por Larry Fessenden, se mostra no mesmo tom. Espero que o júri do festival reconheça Monaghan (apesar de acreditar que o médico demente de A Centopéia Humana, vivido por Dieter Laser será o melhor ator do festival, o que seria ótimo, pois a personificação de Laser é mesmo top). Por conduzir seu filme com extrema leveza e demonstrar apelo visual apurado, McQuaid nos deixou um dos melhores filmes em competição neste ano.

I sell the dead (2008) - Horror/Comédia - EUA - 85 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://www.isellthedead.com/

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Essa co-produção Grã-Bretanha/Romênia conta a história de almas que voltam "à vida" depois da morte, os conhecidos Strigoi. Com uma fome insaciável, eles retornam ao mundo dos vivos para tentar fazer justiça contra aqueles que lhes prejudicaram em vida. Vlad é um jovem que revolve investigar uma morte misteriosa no vilarejo em que seu avô mora, onde questões sobre posse das terras são levantadas e analisadas por Vlad. A investigação de Vlad o leva até a casa do comunista Constantin Tirescu, e sua esposa. Quanto mais fundo Vlad vai na investigação, passa a desconfiar de que os verdadeiros tipos a serem investigados são os grandes latifundiários da vila.

O diretor e roteirista Faye Jackson se utiliza de artifícios de linguagem para iluminar sua história. Os personagens parecem sempre esconder algo, e nós não sabemos nada que o protagonista (Vlad) não saiba. Esse mistério crescente se traduz em suspense porque o elenco é muito bom - não necessariamente bem escritos, os personagens secundários (como o avô de Vlad, por exemplo) atrapalham a fruição da narrativa, pois estão lá apenas para ocupar um espaço, revelando-se vazios e inúteis à história. O filme todo é uma ideia interessante sobre a relação do comunismo/capitalismo. A metáfora do filme é falar das estranhezas que cada uma destas posições causa na outra. As cenas de maior movimentação física são especialmente mal filmadas, mas com bom humor e um elenco trabalhando em uníssono, Jackson conseguiu realizar um filme interessante.

Strigoi ( 2008 ) - Horror/Comédia - Grã Bretanha - 106 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre. 

Site Oficial: http://www.strigoimovie.com/

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Interessante as vias de terror e comédia gore que este Cold Storage, de Tony Elwood, propõe. É a história de Melissa Adams, que após se envolver num grave acidente de carro que lhe custou a vida, é resgatada por Clive Merser, um ermitão montanhês. Clive (desempenho exemplar de Nick Searcy) decide cuidar do cadáver alimentando-o e o levando para sair pela cidade - enquanto em sua demência pensa se tratar de outra mulher. A irmã e o ex-namorado de Melissa partem para a pequena cidade rural, onde a bizarrice é algo comum a todos. A busca os leva até a cabana de Clive, onde o bicho vai pegar.

O filme consegue manter a tensão no espectador numa cena e na próxima, fazer rir. A influência de Hitchcock - especialmente de Psicose - é clara, mas a narrativa de Tony Elwood tem nome próprio, não é um simples pastiche. Tony também foi inteligente o suficiente para não atolar seu filme com cenas de sexo, o que é feito pela grande maioria de seus colegas de gênero, e que acaba, muitas vezes, desviando o foco do filme - tática de venda, claro. Apesar da primeira sequência (prólogo) se mostrar absolutamente desnecessária, Cold Storage satisfaz justamente por dar um novo fôlego para um cinema que às vezes parece engasgado.

Cold Storage ( 2006 ) - Horror/Thriller - EUA - 97 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://www.coldstoragethemovie.com/

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Stingray Sam, que teve sua première mundial em Sundance em 2009, conta a história da perigosa missão que reúne Stingray Sam e seu ex-parceiro no crime, o Quasar Kid. Sam encontra Kid e o convida para uma perigosa missão, onde os dois criminosos espaciais devem resgatar uma jovem garota que é mantida como prisioneira de uma autoridade criada pela ciência genética e que rege um planeta onde a riqueza é abundante.

Cory McAbee já havia me encantado com American Astronaut (2001). A verdade é que esse Stingray Sam, mesmo não tendo a mesma potência do anterior, é um exercício de gêneros dos mais interessantes. O filme tem gags simplesmente sensacionais, como o cumprimento de mão entre Sam e Kid que dura mais de um minuto. McAbee é também músico e por isso canta muito no filme, e as canções são do seu grupo, The Billy Nayer Show. O filme é dividido em 6 partes, com duração aproximada de dez minutos cada, o que torna a experiência ainda mais agradável devido a curta duração - que, você vai ver, é extremamente bem utilizada por McAbee.

Stingray Sam ( 2009 ) - Ficção-científica/Comédia/Musical/Faroeste - Estados Unidos - 61 min.

Filme visto no Cine Esquema Novo 2009 - Festival de Cinema de Porto Alegre.

Exibição no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre:

Sala P. F. Gastal
Data: 14-07 | Horário: 17:00

Sala P. F. Gastal
Data: 17-07 | Horário: 15:00

Site Oficial: http://www.stingraysam.com/

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Polêmico filme norte-americano escrito e dirigido Daniel Stamm. A questão é a seguinte: o estudante de cinema Gilbert precisa concluir seu curso de cinema com um filme. A ideia é fazer um documentário sobre um suicídio. Ele publica um anúncio na web que diz: "Documentarista procura indivíduo suicida para filmar o processo de suicídio desde seu início até o ato final”. Incrivelmente, várias pessoas aparecem para a inusitada entrevista e, após uma análise sobre os candidatos, o diretor e sua equipe escolhem Matt, um jovem britânico de 24 anos que tem um tumor incurável no cérebro e pretende acabar com sua própria vida.

Stamm faz um recorte competente entre a relação documentário/documentado. O filme gerou acalorados debates nos principais festivais fantásticos mundo afora, pois põem em cheque os limites do cinema. O filme pega esse tema belicoso e o registra de forma parcial - há uma visão no filme, que acaba um pouco dilatada no final um tanto grosseiro (mas que, com os rumos que as coisas tomam da metade para o final, não poderia ser diferente), mas que não reduz a grandeza do registro e do acontecimento registrado. Com bom humor Stamm consegue imprimir realismo ao filme - o que acaba sendo amplificado pelas câmeras digitais usadas nas filmagens do "filme dentro do filme".

A Necessary Death ( 2008 ) - Documentário - EUA - 101 min.

Filme visto no Fantaspoa 2010 - International Fantastic Film Festival of Porto Alegre.

Site Oficial: http://www.anecessarydeath.com/

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Muito boa a compilação entre a obra de dois grandes diretores: Quentin Tarantino e o diretor de duas cabeças, Joel & Ethan Coen. A edição é de Leandro Braga, que já ficou famoso na internet em virtude de sua cinefilia projetada com esse vídeo. Vejam só!