
David Goodis foi um dos maiores mestres da literatura noir norte-americana. Fato. Seu ritmo alucinante, que mesclava com perfeição romance, sexo, embriaguez e mulheres, conquistou legiões de fãs. Infelizmente, Goodis só recebeu este reconhecimento após sua morte, aos 50 anos, em 1967. Comparado seguidamente com Raymond Chandler e Dashiell Hammett, dois dos maiores autores noir de todos os tempos, Goodis possuia uma característica muito peculiar: sua escrita era muito mais noir do que policial, o que o diferenciava-o dos dois mestres já citados e aproximava-o do maior romancista noir de todos os tempos, Ross Macdonald.
Além do lirismo cru e da narrativa sem firulas, David Goodis construia tramas complexas, com personagens durões, anti-heróis, homens solitários. Em Atire no Pianista, considerado por muitos sua melhor obra, o escritor deixa bem claro sua visão de mundo: muita sujeira, sarjetas, violência, sexo, putas, drogas e atmosfera decadente. Goodis ainda possuia um humor negro refinado e elegância muito pessoal no tratamento dos personagens. Há, também, uma grande tendência aos roteiros hollywoodianos da época (Goodis chegou a escrever vários roteiros para o cinema na década de 50) com sua escrita sendo facilmente idealizada pelo leitor.
No cinema, Atire no Pianista virou referência da Nouvelle Vague francesa nas mãos carinhosas e autorais de François Truffaut. Afundando seu protagonista num mar de dificuldades enquanto é perseguido por dois bandidos, Goodis entregou uma obra-prima atemporal, que fica por muito tempo na memória do leitor e pode ser revisitada a qualquer momento. Morreu cedo demais, este mestre, por isso não deixou um legado tão grande quanto Chandler, Hammett e Macdonald, mas a qualidade de sua obra supri essa carência com folga.
Além do lirismo cru e da narrativa sem firulas, David Goodis construia tramas complexas, com personagens durões, anti-heróis, homens solitários. Em Atire no Pianista, considerado por muitos sua melhor obra, o escritor deixa bem claro sua visão de mundo: muita sujeira, sarjetas, violência, sexo, putas, drogas e atmosfera decadente. Goodis ainda possuia um humor negro refinado e elegância muito pessoal no tratamento dos personagens. Há, também, uma grande tendência aos roteiros hollywoodianos da época (Goodis chegou a escrever vários roteiros para o cinema na década de 50) com sua escrita sendo facilmente idealizada pelo leitor.
No cinema, Atire no Pianista virou referência da Nouvelle Vague francesa nas mãos carinhosas e autorais de François Truffaut. Afundando seu protagonista num mar de dificuldades enquanto é perseguido por dois bandidos, Goodis entregou uma obra-prima atemporal, que fica por muito tempo na memória do leitor e pode ser revisitada a qualquer momento. Morreu cedo demais, este mestre, por isso não deixou um legado tão grande quanto Chandler, Hammett e Macdonald, mas a qualidade de sua obra supri essa carência com folga.
5 comentários:
Quero muito ler este livro e por algumas vezes quase chego a comprar, quando fui dar uma olhada nps livrinhos pocket, se não me engano foi aí que achei-o, mas preferi comprar Um Bonde Chamado Desejo, de qualquer forma, fica aí a dica.
abraços!
Gosto muito de livros nesse estilo, entretanto confesso que nunca tinha ouvido falar neste autor ou nesta obra antes...
Assim como Kamila, tb não conhecia o autor e nem a obra. Vou procurar informações.
Abs!
Esse romance eu tomei conhecimento nos tempos de colégio, mas já cansei de me detestar por não ter mais ânimo ou tempo para acompanhar uma leitura. Quando eu mergulhar mais no mundo cinematográfico e literário noir provavelmente lerei "Atire no Pianista".
É sensacional, a escrita, os personagens, tudo é perfeito nesse romance. Grande David Goodis. É minha dica pra vocês!!!
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